18.1.11

Minhas primeiras experiências como antropóloga foram em sociedades tribais, na Oceania e na África. Aprendi o ofício fazendo diários de campo à luz de um lampião de querosene. Embora aprecie trabalhos antropológicos que prescindem desses métodos sem deixar de contribuir grandemente para a disciplina, tive meu próprio modo de fazer ciência e a minha própria identidade profissional. Por tudo isso, atrás das narrativas desse volume, há uma fé no trabalho de campo – longas horas, aparentemente “jogando tempo fora!” na observação de cidadãos comuns em suas rotinas banais.

(Claudia Fonseca, Família, fofoca e honra)